Prisão de ventre – Incômodo, mas podemos fazer algo a respeito!

Sabe aquela piada do cara que não pode ter filhos e o médico diz pra ele: Sr. Fulano, sinto muito em lhe dizer mas o senhor tem porra nenhuma!

Essa piada não tem graça alguma quando o cara que tem porra nenhuma poderia ser o pai do seu filho. Mas essa piada me fez lembrar uma outra, da moça que tem prisão de ventre e o médico diz para ela: você precisa de uma dieta equilibrada, beber muito líquido e fazer exercícios físicos, daí ela retruca, mas doutor, eu já faço tudo isso, e ele: então ninguém pode acusar você de viver fazendo cagadas, porque cagada é algo que você não faz mesmo.

Eu sei como é, essa piada também não tem graça porque a moça da piada sou eu.Eu nem sabia que prisão de ventre era um problema comum até assistir a propaganda do Activia da Danone e aquelas mulheres dizendo que as suas vidas mudaram completamente depois que conheceram o bacilo DanRegularis. Suas vidas ficaram mais livres, leves e soltas e se o Dan funciona mesmo, elas realmente devem ter ficado mais leves, uns 500gr pelo menos.

“A Incontinência fecal ou prisão de ventre é a incapacidade de controlar a eliminação das fezes. Esse distúrbio compromete a qualidade de vida e se manifesta mais nas mulheres do que nos homens” já disse Dr. Dráusio Varella.

“A falta de exercício, o stress, gravidez e medicamentos podem causar a prisão de ventre. Associados a uma alimentação incorreta, alimentos pobres em fibras e ingestão insuficiente de líquidos podem tornar o processo digestivo mais lento”.

Minha alimentação é equilibrada, bebo bastante líquidos e faço exercícios regularmente, então descartei a primeira hipótese. Não consumo medicamentos. Fiz vários exames e constatei que o problema não era físico, então achei que o entupimento era psicológico. É mole?!

Para resolver a questão e me dar um pouco mais de privacidade, resolvi fazer uma casinha dentro do banheiro para que eu pudesse ficar mais, digamos, à vontade, para eliminar os dejetos e, é claro, que não funcionou. Não dá para cagar em paz com pessoas perguntando onde estão as meias de cano curto da Nike, não serve outra, tem que ser as da Nike, ou peidando estridentemente do outro lado da porta da casinha sem se importar com os sentimentos dos meus gases que estão enclausurados, ou arranhando a porta e dizendo que querem entrar para fazer cocô na casinha junto com a mamãe, ninguém merece, nem eu nem o meu ventre.

Para dar cabo dessa situação, eu passei a anunciar pelos quatro ventos: _Escutem bem! Eu vou ao banheiro, não quero que alguém me incomode! Mas bastava o clique da fechadura e já estava o gato miando, o cachorro latindo e a galinha d’angola dizendo tô fraca para acabar com a minha concentração. Pra dizer a verdade até o quebradinho do último azulejo da parede que fica atrás da porta estava tirando a minha concentração.

Mas o que tirou o resto do meu bom humor foi o médico dizendo que eu precisava aprender a utilizar a musculatura anal. Em três ou quatro sessões de “biofeedback”, seria possível dominar essa técnica. Ah! Doutor, francamente, você por acaso não recebeu um por fora do meu marido para me dizer isso não né? Musculatura anal? Pois fique sabendo que eu faço parte dos 80% de mulheres, de acordo com a revista Playboy, que não faz uso de “biofeedback”, sacou?

E dá-lhe Naturetti, que parou de fazer efeito sem mais nem menos, Tamarine, mamão, aveia, iogurte, laranja, supositório de glicerina e em último caso Lacto Purga, que funciona que nem um reloginho, aqueles reloginhos de bombas reloginho, que saem junto com as tripas e sem hora para acabar a festa.

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